quarta-feira, 18 de abril de 2007

Hospital da Luz não é para «ricos»

O novo Hospital da Luz em Carnide, inaugurado esta quarta-feira, não de destina apenas aos «ricos» e vai cobrir «todas as patologias possíveis», segundo o director clínico daquele que é o maior investimento privado na área da Saúde em Portugal.

O novo Hospital da Luz em Carnide, inaugurado esta quarta-feira pelo Presidente da República e pelo ministro da Saúde, não está vocacionado apenas para «os ricos» e pretende «dar cobertura a todas as patologias possíveis».

Em declarações à TSF, o director clínico do Hospital da Luz enfatizou que a entidade de Saúde agora inaugurada não deve estar conotada «com ricos», mas antes ser entendida como um local «aberto à população».

«Os preços são sobreponíveis aos de outras instituições privadas e são sobretudo para pessoas que tenham sistemas de Saúde, seguros ou sistemas convencionados, inclusive a própria ADSE», afirmou José Roquete.

O directo clínico adiantou que o Hospital da Luz vai dispor de «uma série de orientações de patologias que não respeitam as tradicionais especialidades dos hospitais públicos» e que vai «dar cobertura a todas as patologias possíveis».

«Vamos ter centros localizados em áreas por patologia», como por exemplo «consultas de desenvolvimento em pediatria» ou consultas de oncologia vocalizadas para a «área do cancro do pulmão», acrescentou.

O Hospital da Luz é o maior investimento privado em Portugal na área da Saúde, que custou cerca de 130 milhões de euros ao grupo Espírito Santo.

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    sexta-feira, 16 de maio de 2003

    José de Mello Saúde e Somague contratam consultor britânico líder das parcerias público-privadas

    A Cyril Sweett, que se associou em Portugal à Engimais, é a líder inglesa quer do sector público quer do privado nas várias áreas do desenvolvimento hospitalar, tendo estado envolvida em 80% de todos os projectos das parcerias público-privadas daquele País. É, ainda, consultor de idêntica iniciativa do governo irlandês.
    O objectivo da contratação é obter uma gama variada de serviços de aconselhamento técnico, incluindo a gestão técnica das propostas, a gestão de riscos, o planeamento dos custos e a análise do ciclo de vida.
    Anteriormente, o Grupo José de Mello Saúde havia celebrado um acordo com a KPMG Corporate Finance, o braço de consultoria financeira de um dos líderes mundiais de auditoria, para a definição do modelo e a identificação de parceiros que fiquem com a responsabilidade financeira das operações de construção de novos hospitais.
    Havia contratado, igualmente, a sociedade de advogados Vieira de Almeida & Associados para a consultoria jurídica do consórcio que lidera.
    José de Mello Saúde factura 200 milhões de euros por ano, sendo responsável por um conjunto de equipamentos na área da saúde sob a marca CUF, como os hospitais CUF Descobertas e CUF Infante Santo e as clínicas CUF Belém e CUF Monsanto. É gestora do hospital do Estado Amadora-Sintra e vai assumir a gestão da futura clínica CUF Alvalade, nas instalações do Sporting.
    Quando anunciou a sua intenção de se apresentar nos 10 concursos hospitalares, o presidente da JMS, Salvador de Mello, explicou que a sua estratégia consiste em dedicar-se exclusivamente à prestação dos cuidados de saúde, entregando aos seus parceiros de consórcio, a construção, o financiamento e os serviços não hospitalares.
    Esta é, aliás, a filosofia que o grupo adoptou nas suas unidades – nos Hospitais CUF Infante Santo e CUF Descobertas, o imobiliário pertence a sociedades gestoras de fundos imobiliários, cabendo-lhe apenas os cuidados de saúde.
    A SOMAGUE é um grupo empresarial com competências específicas nas áreas da construção e dos serviços, com um volume de negócios, em 2002, de 770 milhões de euros e 145 milhões de euros de capitais próprios. Referência e líder nas áreas em que opera, é reconhecido pelo dinamismo e pioneirismo no desenvolvimento de novos negócios, designadamente na oferta de soluções integradas que incluam a concepção, construção, operação e financiamento de infra-estruturas.
    A iniciativa nacional das Parcerias Público-Privadas aplicar-se-á a 10 novos hospitais, que serão financiados e geridos durante um período razoável de tempo por privados, mas integrados no Serviço Nacional de Saúde. A primeira fase, já em curso, envolverá a construção de cinco unidades (quatro na Área Metropolitana de Lisboa - Loures, Sintra, Vila Franca de Xira e Cascais) e mais o Hospital Universitário em Braga.

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